Porque existem limites de anexos no email
Os limites de anexos existem porque o email foi concebido para transportar mensagens curtas entre servidores, e não grandes volumes de dados. Os fornecedores limitam os anexos a cerca de 25 MB para manter os servidores de correio rápidos e o armazenamento sob controlo.
Como o email trata realmente um ficheiro
Um anexo não é enviado como ficheiro. É codificado em texto, embebido dentro da própria mensagem e guardado por inteiro em cada caixa de correio que o recebe.
Essa codificação aumenta o tamanho em cerca de um terço, e é por isso que um ficheiro de 20 MB pode falhar contra um limite de 25 MB. O que conta não é o tamanho do ficheiro no disco, mas o tamanho da mensagem depois de codificada.
Uma mensagem enviada para dez destinatários é também guardada dez vezes. Um único anexo grande multiplica-se assim por todo o sistema, ocupando espaço em servidores que não controla.
A este custo somam-se ainda as cópias que ficam na pasta de enviados, nos servidores intermédios e nas cópias de segurança de cada organização envolvida.
Limites habituais
Quem decide é o limite mais baixo de todo o percurso. O seu fornecedor pode permitir 25 MB e mesmo assim o servidor do destinatário rejeitar tudo o que passe de 10 MB.
Por isso é que um envio pode funcionar para um cliente e falhar para outro, sem qualquer alteração do seu lado. Não tem forma de conhecer antecipadamente as regras da infraestrutura de quem recebe.
| Tipo de fornecedor | Limite habitual |
|---|---|
| Serviços de webmail comuns | Cerca de 25 MB |
| Servidores de correio empresariais | Muitas vezes 10 a 20 MB |
| Gateways de correio antigos ou restritivos | Por vezes apenas 5 MB |
| Serviços de transferência de ficheiros | De gigabytes a terabytes |
Porque é que os limites quase não cresceram
A capacidade das ligações e dos discos aumentou muito ao longo dos anos, mas os limites de anexos praticamente não se mexeram. A razão é económica e operacional, não técnica.
- os servidores de correio teriam de guardar todas as cópias de todos os anexos
- mensagens muito grandes atrasam as filas de entrega para todos os utilizadores
- o antivírus e os filtros de spam têm de processar a mensagem completa
- a partilha por ligação resolveu o mesmo problema de forma muito mais eficiente
Aumentar o limite não resolveria nada de fundo: continuaria a haver ficheiros maiores do que o novo limite e o custo de os transportar dentro das mensagens continuaria a recair sobre toda a rede de correio.
O que substituiu os anexos
A resposta habitual é a ligação de descarregamento. A mensagem mantém-se pequena, os dados ficam guardados uma única vez e o destinatário descarrega apenas se precisar.
Os serviços de transferência foram construídos exatamente para isto. O MyAirBridge permite até 20 GB por transferência no plano gratuito, sem registo do remetente nem do destinatário, o que corresponde a cerca de oitocentas vezes o limite típico de um anexo.
A transferência gratuita expira ao fim de 3 dias e tem descarregamentos ilimitados. Nos planos pagos é possível definir a validade à medida, incluindo transferências sem expiração, e a capacidade sobe para 50 GB no Basic e 250 GB no Pro. No plano Enterprise não existe limite por transferência.
O que muda na prática ao passar dos anexos para ligações
A diferença mais visível é que deixa de haver ficheiros presos dentro de caixas de correio. O email passa a transportar apenas a informação, e os dados ficam num sítio a que ambos os lados podem aceder.
Isso tem consequências concretas no dia a dia de uma empresa.
- o tamanho do ficheiro deixa de condicionar a forma de o entregar
- a caixa de correio do destinatário não fica cheia por causa de uma entrega
- a qualidade original é preservada, sem recompressão para caber no limite
- a entrega pode ter validade definida e, quando necessário, palavra-passe
- fica um registo de transferências recebidas e enviadas na conta
Nenhuma destas vantagens exige software novo. Tudo corre no navegador e o destinatário não precisa de conta para descarregar, o que evita pedidos de instalação ou de registo do lado do cliente.
Erros comuns quando um anexo falha
A primeira reação costuma ser tentar contornar o limite, e é aí que surgem os problemas. Dividir um vídeo em várias partes obriga o destinatário a voltar a juntá-las, e basta uma mensagem perdida para o conjunto ficar inutilizável.
Reduzir a qualidade de imagens ou de vídeo para caber no limite resolve o envio mas destrói o material que o cliente precisava de receber em qualidade original.
Reenviar em várias mensagens multiplica ainda mais as cópias no sistema de correio e aumenta a probabilidade de o conjunto ser marcado como spam. Em qualquer destes casos, a ligação de descarregamento resolve o problema de origem em vez de o contornar.
Perguntas frequentes
Porque é que o limite de anexos é de 25 MB?
Porque os anexos são codificados dentro da mensagem e guardados por inteiro em cada caixa de correio envolvida. Os limites servem para manter os servidores de correio rápidos e o armazenamento sob controlo.
Porque é que o meu anexo foi rejeitado se estava abaixo do limite?
A codificação aumenta o tamanho do anexo em cerca de um terço e o servidor do destinatário pode aplicar um limite mais baixo do que o do seu próprio fornecedor.
O que devo usar em vez de anexos?
Uma ligação de descarregamento de um serviço de transferência. O email mantém-se pequeno e o ficheiro pode ser muito maior do que qualquer limite de anexo permite.
Comprimir o ficheiro resolve o problema?
Só em parte. Documentos e ficheiros de texto comprimem bem, mas vídeo, fotografia e áudio já estão comprimidos e quase não reduzem, pelo que continuam a ultrapassar o limite.
Resumo
O email limita os anexos a cerca de 25 MB porque cada anexo é codificado, transmitido, analisado e guardado por inteiro para cada destinatário. A entrega por ligação evita tudo isso, e é por isso que os serviços de transferência medem os seus limites em gigabytes e não em megabytes.